Porto consolida-se como um dos principais mercados imobiliários para retalho em Portugal

A cidade do Porto está no segundo lugar do mercado imobiliário para retalho de Portugal, mas sofre o impacto da falta de eixos centrais de investimento

O Grupo Gesvalt, empresa de referência no setor da consultoria, avaliação e serviços técnicos, em colaboração com a aRetail, líder em consultoria imobiliária e abertura de espaços comerciais, apresenta o seu mais recente relatório sobre o setor imobiliário de retalho, no qual se destaca que 29 % do setor se concentra em Lisboa, o que representa um volume de negócios de 20 mil milhões de euros. Com uma vasta experiência no mercado imobiliário português, centrada em operadores em expansão, investidores, gestores de património e fundos de investimento, a empresa salienta ainda que a moda e a restauração, impulsionadas pelo boom do turismo no país, são os setores que mais investem em Portugal.

Com um total de 10 milhões de dormidas, o Porto consolidou este ano o segundo lugar no ranking de cidades mais visitadas em Portugal, apresentando um crescimento na procura de 4,6% de turistas. Ao mesmo tempo, esta tendência leva a que a taxa de ocupação dos espaços imobiliários nas duas cidades está praticamente lotada, com o Porto a demonstrar uma disponibilidade de imóveis de 6%.

Porto: a cidade invicta que consolida a sua posição imobiliária e cresce com o turismo

A cidade do Porto, onde o crescimento de renda de 2025 se situou nos 9,5%, tornou-se um centro de atração de investimento, seja em serviços, indústria ou turismo, o que reforça o potencial económico da região.

Posicionando-se como um dos centros urbanos mais atrativos do país, o Porto chegou perto dos 10 milhões de dormidas em 2025, sendo o turismo um dos seus principais fatores de crescimento, com um claro impacto no valor gasto por parte dos visitantes internacionais em zonas como Santa Catarina e Aliados, e que se reflete no imobiliário de retalho da região.

Com rendas imobiliárias de retalho a variar ligeiramente abaixo de Lisboa, entre os 50€ e os 160€ por metro quadrado, os principais eixos de investimento centram-se na Baixa da cidade, Avenida dos Aliados e Clérigos, onde se concentra também o principal fluxo turístico. As rendas mais baixas nos espaços acima dos mil metros quadrados oscilam entre os 50€ e os 60€ por metro quadrado, mas chegam ao intervalo 140€-160€ nos espaços até 100 metros quadrados.

E se por um lado as marcas luxo optam pela zona dos Aliados, os Clérigos tornam-se atrativos aos turistas e combinam o retail urbano com a principal zona de ócio noturno da invicta. Neste sentido, a moda (53%, da qual 5% corresponde à joalharia), a restauração (10%) e outros (16%) são os setores que representam a maior ocupação de imobiliário no centro da cidade. A área dos cosméticos (8%) e serviços (6%) são os restantes setores que ocupam o imobiliário na cidade do Porto. De referir ainda que a cidade apresenta apenas 6% de imóveis para comércio disponíveis. Ao contrário da cidade de Lisboa, é, contudo, ainda possível encontrar alguma disponibilidade de imóveis dedicados à habitação (1%).

Importa também destaca que os setores mais ativos do Porto são a restauração (54%) e a moda (35%), mantendo a procura por novos locais a tendência de ocupação atual.

Apesar do yield da zona central de Santa Catarina se encontrar entre os 4,75% e os 6%, acima dos valores de Lisboa, a clara falta de oferta imobiliária para o retalho nas zonas centrais da cidade representam um crescimento mais contido do que o da capital, ao mesmo tempo que se observa uma maior importância dada aos centros comerciais.

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